Cuidados paliativos
Área de atuação
Tipo de atendimento
Principais dificuldades
Objetivo do tratamento
Medicação
Sintomas freqüentes
Resposta dos doentes
Opção difícil
Aceitação dos familiares
Especialização profissional


Assuntos relacionados ao tratamento do câncer






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Dra. Maria Goretti Sales Maciel é médica, com formação em Medicina da Família e da Comunidade, presidente da Academia Nacional de Cuidados Paliativos e coordenadora do programa de Cuidados Paliativos do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) de São Paulo (SP).

Dalva Yukie Matsumoto é médica oncologista, coordenadora do programa de Cuidados Paliativos do Hospital do Servidor Público Municipal (HSPM) de São Paulo (SP).


Cuidados paliativos

Houve um tempo em que a medicina tratava os doentes enquanto considerava haver possibilidade de cura. Depois, os médicos aconselhavam a família a levar o paciente para morrer em paz em casa. Infelizmente, na grande maioria dos casos, essas pessoas morriam no meio de grande sofrimento atroz, desassistidas.
Testemunhei esse procedimento médico no início de minha carreira de oncologista. Quando se esgotavam todos os recursos terapêuticos, a alternativa era liberar o doente para passar seus últimos dias de vida em casa, ao lado dos familiares, e o leito era ocupado por outro com chance de sobrevida.
De uns anos para cá, e já não sem tempo, a medicina resolveu assumir a responsabilidade que lhe cabe nessas situações. O compromisso do médico só termina com a morte do paciente, quer ele esteja em casa ou no hospital. Essa nova concepção de atendimento aos doentes fez florescer a especialidade de Cuidados Paliativos. Seu principal objetivo é aliviar o sofrimento e melhorar a qualidade de vida dos pacientes com “doença ativa e progressiva que ameace a continuidade da vida”.