Mononucleose
Transmissão do vírus
Potencial de infecção
Sintomas
Infecção na infância
Comprometimento do fígado
Tratamento
Um vírus, duas doenças






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Dr. João Silva de Mendonça é médico infectologista, presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia e diretor do Serviço de Moléstias Infecciosas do Hospital do Servidor Público do Estado de São Paulo.

Comprometimento do fígado

Drauzio Quando podemos considerar que a pessoa está curada?
João Mendonça – A alta pode demorar semanas, porque o comprometimento do fígado ocorre sempre nos quadros de mononucleose. Não que se manifeste como uma hepatite que deixa o indivíduo amarelo e com elevação dos níveis de bilirrubinas. Isso só acontece em menos de 10% dos casos. O que mostra o comprometimento do fígado é o exame laboratorial das transaminases, o mesmo indicado para diagnóstico das hepatites agudas. Na mononucleose, as transaminases se alteram e demoram um ou dois meses para voltar ao normal. Enquanto esse exame estiver alterado é sinal de que a doença está presente, mesmo que os principais sintomas não estejam incomodando mais o paciente, pois a febre cedeu, a garganta melhorou e o enfartamento dos gânglios está regredindo.

Drauzio
A mononucleose é uma doença autolimitada?
João Mendonça – Atualmente, a tendência é dizer que é uma doença linfoproliferativa autolimitada, portanto, benigna, diferenciando-se, assim, das linfoproliferativas que são malignas (os linfomas).