Demência em idosos
Objetivo da pesquisa com idosos
Seleção dos participantes
Método aplicado
Prevalência e sintomas
Fatores de risco
Estilo de vida
Conclusões da pesquisa






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Dr. Cassio Bottino é médico psiquiatra. Trabalha no Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo e conduziu um trabalho de pesquisa com cerca de 2.700 idosos para verificar a prevalência de distúrbios cognitivos nessa faixa etária.


Demência em idosos

Em geral, as pessoas relacionam o termo demência com loucura, com perda da razão. Em se tratando de idosos, porém, a medicina se vale da palavra demência para definir quadros associados à perda das capacidades cognitivas, isto é, à perda das capacidades que genericamente chamamos de inteligência.
Os exemplos são muitos. Quem não ouviu falar do idoso que não se lembra do que acabou de fazer cinco minutos antes, não reconhece o filho querido e se atrapalha no caminho que o leva ao quarto de dormir? Esse comportamento pode ser resultado de alterações no campo cognitivo que afetou até a realização das atividades rotineiras.
No entanto, parece que certos distúrbios ligados ao envelhecimento - o idoso alienado que não reconhece mais ninguém, incapaz de cuidar de si mesmo ou de guardar pequenas informações –acometem número reduzido de indivíduos de mais idade e algumas medidas podem ser tomadas, se não para evitar, pelo menos para retardar a instalação desse processo doloroso.