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Câncer nas crianças Há 50 anos, o diagnóstico de câncer nas crianças era encarado quase como uma sentença de morte. Pouco se sabia sobre a doença e sua evolução na infância. As crianças recebiam o mesmo tratamento do que os adultos, embora suas características biológicas e orgânicas fossem diferentes, e não se levava em conta que eram seres em crescimento e respondiam mal ao tratamento. Foi só a partir da segunda metade da década de 1960, início dos anos 1970, que os pediatras interessados em trabalhar na área da oncologia infantil começaram a revolucionar o atendimento que se dava às crianças com câncer. Hoje, a maioria dos casos de câncer infantil é curável. Os resultados obtidos no Brasil equiparam-se aos dos melhores institutos de oncologia do mundo. Para dar uma idéia da magnitude dessa nova realidade, no posfácio do livro “A criança com câncer – O que se deve saber?”, Dr. Alois Bianchi, que criou e dirige o Departamento de Pediatria Oncológica do Hospital do Câncer de São Paulo, desde 1964, escreve: ”Posso dizer que sou um médico afortunado. Tive uma experiência única em 39 anos de atividade como diretor do Departamento de Pediatria do Hospital do Câncer. Eu vi a vida vencer o câncer”. |
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