Câncer nas crianças
Incidência na infância
Características do câncer pediátrico
Pioneiro da oncologia pediátrica
Avanços no tratamento
Índice de cura
Sinais da doença
Capacidade de adaptação
Novas conquistas
Reação dos pais
Dúvidas da criança
Orientação à familia
Doença terminal
Centros de atendimento
Mudança de enfoque
Reação dos irmãos
Ambulatório de curados
Recomendações gerais






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Dr. Alois Bianchi, médico pediatra, introduziu o tratamento especializado em câncer infantil no Brasil, em 1964. Diretor do Departamento de Pediatria Oncológica do Hospital AC Camargo, o Hospital do Câncer de São Paulo, é um dos autores do livro “A criança com câncer – O que devemos saber?” (Saúde –Comunique Editorial), organizado pela equipe do Departamento de Pediatria do Hospital do Câncer.

Câncer nas crianças

Há 50 anos, o diagnóstico de câncer nas crianças era encarado quase como uma sentença de morte. Pouco se sabia sobre a doença e sua evolução na infância. As crianças recebiam o mesmo tratamento do que os adultos, embora suas características biológicas e orgânicas fossem diferentes, e não se levava em conta que eram seres em crescimento e respondiam mal ao tratamento.
Foi só a partir da segunda metade da década de 1960, início dos anos 1970, que os pediatras interessados em trabalhar na área da oncologia infantil começaram a revolucionar o atendimento que se dava às crianças com câncer.
Hoje, a maioria dos casos de câncer infantil é curável. Os resultados obtidos no Brasil equiparam-se aos dos melhores institutos de oncologia do mundo. Para dar uma idéia da magnitude dessa nova realidade, no posfácio do livro “A criança com câncer – O que se deve saber?”, Dr. Alois Bianchi, que criou e dirige o Departamento de Pediatria Oncológica do Hospital do Câncer de São Paulo, desde 1964, escreve: ”Posso dizer que sou um médico afortunado. Tive uma experiência única em 39 anos de atividade como diretor do Departamento de Pediatria do Hospital do Câncer. Eu vi a vida vencer o câncer”.