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Agorafobia Quando era estudante de Medicina, tive uma experiência com uma amiga que encontrei na porta do prédio onde haveria uma festa no 15º andar. Fui para o elevador e ela se dirigiu para as escadas. “Prefiro ir pelas escadas. Tenho medo de elevador” foi o que me disse. Eu insisti e insisti para que subíssemos juntos, e ela acabou concordando. Lá pelo 7º andar, entrou numa crise de pânico tão desesperado que apertei o botão de emergência. O elevador parou e nós subimos pela escada até o local da festa. Minha amiga era portadora de um transtorno chamado claustrofobia (medo de lugares fechados) no qual a ansiedade é desencadeada por situações que para os outros não representam perigo nem ameaça. A agorafobia é outro distúrbio de ansiedade que, na maioria das vezes, está associado às crises de pânico. Formada por dois radicais gregos – ágora, nome dado às praças onde se realizavam trocas de mercadorias ou reuniões do povo e fobos, que quer dizer medo, - inicialmente, a palavra era empregada para indicar o medo que as pessoas sentiam em lugares abertos. Hoje, o significado é muito mais amplo. Segundo o Manual de Diagnóstico e Estatística da Associação Psiquiatra Americana (DSM-IV), a palavra é usada para definir comportamentos de esquiva, que aparecem quando a pessoa se encontra em situações ou locais dos quais seria difícil ou embaraçoso escapar ou mesmo receber socorro se algo de errado acontecesse. Nos casos mais graves, a agorafobia compromete a vida social e profissional dos pacientes. |
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