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A identificação precoce dos casos de dengue é de importância crucial para o controle das epidemias. A) Dengue clássica b) nas crianças Nota: B) Febre hemorrágica da dengue (FHD) C) Dengue com complicações Os seguintes sinais de alerta indicam a possibilidade de quadros graves: Dores abdominais fortes e contínuas; Vômitos persistentes; Tonturas ao levantar (hipotensão postural); Diferença entre as pressões máxima e mínima menor do que 2 cm Hg (por exemplo: 9 por 7,5 ou 10 por 8,5); Fígado e baço dolorosos; Vômitos hemorrágicos ou presença de sangue nas fezes; Extremidades das mãos e dos pés frias e azuladas; Pulso rápido e fino; Agitação e/ou letargia; Diminuição do volume urinário; Diminuição súbita da temperatura do corpo; Desconforto respiratório. A dengue é uma doença dinâmica que pode evoluir rapidamente de uma forma para outra. Assim, num quadro de dengue clássica, em dois ou três dias podem surgir sangramentos e sinais de alerta sugestivos de maior gravidade. *Prova do laço Desenhar com uma esferográfica um quadrado de 2,5 cm de lado no antebraço do paciente; Verificar a PA (pressão arterial); Calcular o valor médio entre a máxima e a mínima (se a PA for 12 por 8, a média será 10); Insuflar novamente o manguito até o valor médio (no caso, até 10) e mantê-lo insuflado por 5 minutos (em crianças, 3 minutos), ou até o aparecimento de pequenos pontos de sangramento sob a pele (petéquias); Contar o número de petéquias no interior do quadrado; A prova será positiva se surgirem mais do que 20 petéquias no adulto ou dez petéquias nas crianças. A prova do laço é importante porque avalia a fragilidade capilar e pode refletir a queda do número de plaquetas. Ela pode ser a única manifestação hemorrágica da febre hemorrágica da dengue ou dos casos mais complicados da doença. Diagnóstico e tratamento Suspeitar de dengue em todo caso de doença febril aguda com duração máxima de 7 dias, acompanhada de dois dos seguintes sintomas, associados ou não a hemorragias: dor de cabeça; dor atrás dos olhos; dores musculares; dores nas juntas; prostração; vermelhidão no corpo. Além desses sintomas, o paciente deve ter estado nos últimos 15 dias em área com casos de dengue ou em que existam mosquitos Aedes aegypti. Grupo A Compreende os casos com as seguintes características: Febre por até 7 dias, acompanhada de pelo menos dois sinais e sintomas inespecíficos: dor de cabeça, prostração, dor atrás dos olhos, nos músculos, nas juntas e exantema, associados à presença em área em que existam casos de dengue; Ausência de hemorragias: espontâneas e prova do laço negativa; Ausência de sinais de alerta. Exames laboratoriais: Em períodos não epidêmicos, solicitá-los em todos os casos suspeitos; Em períodos epidêmicos, solicitá-los de acordo com a orientação da Vigilância Epidemiológica; Solicitá-los sempre nas mulheres grávidas, para diferenciar dengue de rubéola. 2) Hemograma: deve ser pedido obrigatoriamente nos casos de gestantes, pessoas acima de 65 anos, portadores de hipertensão, diabetes, doença pulmonar crônica, renal crônica, cardiovascular ou do aparelho digestivo. Tratamento 2) Sintomático Dipirona: É o analgésico/antipirético de escolha. Nas crianças usar 1 gota/kg de peso de 6/6 horas. Nos adultos, 20 a 40 gotas ou 1 comprimido de 500 mg de 6/6 horas; Paracetamol: Em crianças 1 gota/kg de peso de 6/6 horas. Em adultos, 1 comprimido de 500 ou 750 mg de 6/6 horas. Respeitar as doses máximas, porque o Paracetamol em doses mais altas tem toxicidade hepática. Notas importantes: Antiinflamatórios estão contraindicados por causa do potencial hemorrágico; Jamais usar antitérmicos que contenham o ácido acetilsalecílico (AAS, Aspirina, Melhoral, etc), pois podem causar sangramentos; Não comer alimentos que eliminem pigmentos avermelhados na urina e nas fezes (beterraba, açaí, etc.) que possam ser confundidos com sangramento. Para combater os vômitos e o prurido:. Metoclopramida (Plasil e outros) e Dimenidriminato (Dramin e outros) podem ser usados 3 a 4 vezes/dia; O prurido, que pode ser incômodo, dura de 3 a 4 dias. Pode ser tratado com banhos frios e compressas com gelo. Nos casos mais rebeldes, administrar antialérgicos comuns. Compreende os casos com as seguintes características: Febre por até 7 dias, acompanhada de pelo menos dois sinais e sintomas inespecíficos: dor de cabeça, prostração, dor atrás dos olhos, nos músculos, nas juntas e exantema, associados à presença em área em que existam casos de dengue; Manifestações hemorrágicas espontâneas e com prova do laço positiva, mas sem sinais de queda de pressão; Ausência de sinais de alerta. Exames laboratoriais Tratamento 1) Hidratação oral 2) Sintomático Grupos C e D Compreende os casos com as seguintes características: Febre por até 7 dias, acompanhada de pelo menos dois sinais e sintomas inespecíficos: dor de cabeça, prostração, dor atrás dos olhos, nos músculos, nas juntas e exantema, associados à presença em área em que existam casos de dengue; Presença de algum sinal de alerta e/ou; Choque; Manifestações hemorrágicas podem estar presentes ou ausentes. Critérios de internação hospitalar Presença de sinais de alerta; Impossibilidade de ingerir líquidos e alimentos; Comprometimento respiratório: dor torácica, respiração ruidosa, falta de ar, etc.; Número de plaquetas no sangue abaixa de 50.000/mm3, independentemente de haver ou não sangramento; Impossibilidade de retornar à unidade de saúde para acompanhamento. Confirmação laboratorial de dengue Existem dois tipos de exame para o diagnóstico de certeza da dengue: Isolamento do vírus ou detecção de substâncias associadas a ele: exames que exigem técnicas mais complicadas. Tornam-se positivos logo no início da infecção e ficam negativos mais rapidamente. Por isso, devem ser colhidos até o sexto dia. Avaliação da gravidade da dengue hemorrágica De acordo com a gravidade podem existir quatro graus: Grau I: febre acompanhada de sintomas inespecíficos, em que a única manifestação hemorrágica é a prova do laço positiva; Grau II: além das manifestações do grau I, hemorragias espontâneas leves, tais como sangramento de pele, gengivas, nasais, etc.; Grau III: colapso circulatório com pulso fraco e acelerado, achatamento da diferença entre pressão máxima e a mínima, pele pegajosa, suores frios, agitação psicomotora; Grau IV: síndrome do choque da dengue, caracterizada por queda importante ou ausência de pressão arterial, pulso imperceptível, inquietação, palidez e perda de consciência. |
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